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domingo, 31 de maio de 2009

Poema do Calor

Ela nua e aberta
Não a tomo como certa
Não quero o sexo dela vislumbrar
Mas as pernas abertas
Não me permitem o o olhar desviar

Vejo humidade imensa
E em mim há uma força extensa
Que se levanta por entre o elástico apertado
E que força sublime levantada se mantém

Tomo o seu peito nos meus lábios e sorvo cada goticula do suor
O osso pélvico contra o meu
Ela beija, sorri e por fim gemeu....
Senti-me longiquo....talvez próximo de uma realide surreal
Com um quadro de Dalí....

Acordei, abri os olhos e para baixo olhei
Daquele sonho quente que tive
Só uma parte de mim estava acordado
E cada vez que pensava nela, ele mantinha-se elevado

Nunca soube quem ela era
Mas para a minha campa, muito depois de moribundo
Depois de comido pelos vermes a minha alma pensou...
Que sonho foi aquele que o meu corpo sonhou...

Luís Marreiros 31 de Maio de 2009

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