Ela nua e aberta
Não a tomo como certa
Não quero o sexo dela vislumbrar
Mas as pernas abertas
Não me permitem o o olhar desviar
Vejo humidade imensa
E em mim há uma força extensa
Que se levanta por entre o elástico apertado
E que força sublime levantada se mantém
Tomo o seu peito nos meus lábios e sorvo cada goticula do suor
O osso pélvico contra o meu
Ela beija, sorri e por fim gemeu....
Senti-me longiquo....talvez próximo de uma realide surreal
Com um quadro de Dalí....
Acordei, abri os olhos e para baixo olhei
Daquele sonho quente que tive
Só uma parte de mim estava acordado
E cada vez que pensava nela, ele mantinha-se elevado
Nunca soube quem ela era
Mas para a minha campa, muito depois de moribundo
Depois de comido pelos vermes a minha alma pensou...
Que sonho foi aquele que o meu corpo sonhou...
Luís Marreiros 31 de Maio de 2009
domingo, 31 de maio de 2009
Poema do Calor
Publicada por Luís Marreiros à(s) 09:58 0 comentários
Dá que pensar:
Afinal Ele adivinhou o meu pensamento...
No último Natal, apressei-me a ir a um shopping para comprar algumas prendas de que ainda necessitava. Quando lá cheguei e vi toda aquela gente, comecei logo a reclamar comigo mesma:
- Vou perder o meu tempo aqui, quando tenho tanto que fazer noutros lados!
O Natal, de ano para ano é cada vez mais aborrecido! Quem me dera poder deitar-me a dormir, até tudo isto passar! Entretanto, dirigi-me à loja dos brinquedos e comecei a ver preços e a pensar se realmente as crianças davam algum valor a todos aqueles brinquedos tão caros.
De repente reparei num rapazinho de cara triste, que deveria ter cerca de 5 anos e segurava uma boneca contra o peito passando suavemente as mãos pelo cabelo.
Junto dele, estava uma senhora idosa a quem o rapazinho dizia:
- Avó, tens a certeza de que o meu dinheiro não chega?
- Tu sabes que não querido. Olha deixa-te estar por aqui a ver os brinquedos, porque eu vou dar uma vista de olhos ali adiante e já volto.
Como estava curiosa, aproveitei e aproximei-me do rapazinho e perguntei-lhe para que é que ele tanto queria aquela boneca.
- Esta é a boneca que a minha irmã quer para prenda deste Natal. Ela está certa de que o Pai Natal lha vai dar. Disse-lhe que talvez o Pai Natal lha desse, pelo que não deveria estar tão preocupado.
- Pois, mas o Pai Natal não vai poder dar-lha no sítio onde ela está.
Por isso eu quero comprá-la e dá-la à minha Mãe, que vai estar com ela brevemente.
E, com os olhos tristes, explicou:
- A minha irmã foi para o Céu e o meu Pai disse-me que a minha Mãe, muito brevemente vai ter com ela e eu quero que lhe leve a boneca de que ela tanto gosta! Eu até já pedi ao meu Pai para dizer à minha Mãe para que não vá antes de eu chegar a casa.
Não sei quem foi que relatou esta história...mas o certo é que dá que pensar....
Publicada por Luís Marreiros à(s) 09:48 0 comentários
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Mais música: EMILIE AUTUMN....a diva do Pink Hair...e Dark Innocence

Para quem tem uma pontada de inocência gótica na sua vida, não há nada melhor do que ouvir um grito histérico de Gothic Lolita de Emilie Autumn...
Com 32 anos, Emilie é uma rebelde, com um cabelo muito mais rosa do que a da Cantora Rosa (PINK)... um estilo muito mais radical do que qualquer rapariguita chinesa armada em boneca victoriana.
Simplesmente WOW...
Emilie conta pelo menos com 6 albuns:
-4 O Clock;
-A Bit O This & That;
-Enchant;
-Girls Just Wanna Have Fun;
-Liar / Dead Is the New Alive;
-Opheliac;
Visitem o site:http://www.emilieautumn.com/news.html
Publicada por Luís Marreiros à(s) 02:37 0 comentários
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Filmes...filmes...roldanas de curtas e longas-metragens...
Um dos meus desesjos maiores é ser actor de cinema!
Ao ver filmes como estes (longas metragens)...sinto-me inspirado em produzir algo de tão fascinante....Cinema é um mundo, e quero fazer parte dele...
´
Moulin Rouge: Nicole Kidman no seu melhor...
Crash: Sandra Bullock, Don Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito
Para além de filmes Hollywoodescos, também sou a favor do cinema independente...Ou europeu...
E como tal aconselho VIVAMENTE, a verem o filme espanhol NOVIEMBRE....
É simplesmente único e sensacional, que toca fundo naqueles que gostam de sonhar e poder realizar os seus sonhos.
Publicada por Luís Marreiros à(s) 12:18 0 comentários
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
A minha descoberta musical...
Imortalizada por Amália Rodrigues, " A Gaivota" é agora interpretada, num nouvo estilo por Sónia Tavares (The Gift), num projecto quem engloba outros músicos portugueses, nossos bem conhecidos....
Publicada por Luís Marreiros à(s) 13:24 0 comentários
Quem andasse por ai?
Aqui vai um dos meus muitos poemas. Saudade, loucura, amor ou ódio.
Escrevo como reflexões minhas sobre tudo e nada.
Poemas sem capacidade do lógico, sobre coisas urbanas...
Quem andasse por ai?
Quem andasse por ai a vaguear
Podia ver minha alma por ai a gritar
Mundo louco que rodopia
Mas que não vê alma que não pia
Quem andasse por ai a passear
Podia ver os amantes da Morte a vaguear
Conscientes da sua ausência remota
Á procura de sua alma morta
Quem andasse por ai a gritar
Era feliz, podia amar
Pois a loucura é a liberdade
Loucura que premanece longe da Saudade
Quem andasse por ai no Outono
Podia ver o Eterno Sono
De João Pestana Ausente
Do Passado, Futuro e Presente
Podia ver a Solidão que pernoitava
Na Escuridão
Mas ninguem anda por aqui
Ninguem me consegue encontrar
Por isso ando por ai
Sozinho, a vaguear
Publicada por Luís Marreiros à(s) 12:55 0 comentários
A Gaivota....
Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de Lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.
Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.
Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.
Que perfeito coração
Morreria no meu peito,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.
Publicada por Luís Marreiros à(s) 12:52 0 comentários
